segunda-feira, 3 de novembro de 2008

The Doors

por Cráudio Lott

Transcrevo abaixo um pequeno parágrafo do ensaio “As Portas da Percepção”, de Aldous Huxley. Ótimo para bulir os neurônios emaconhados.

“Vivemos agimos e reagimos uns com os outros; mas sempre, e sob quaisquer circunstâncias, existimos a sós. Os mártires penetram na arena de mãos dadas; mas são crucificados sozinhos. Abraçados, os amantes buscam desesperadamente fundir seus êxtases isolados em uma única autotranscendência, debalde. Por sua própria natureza, cada espírito, em sua prisão corpórea, esta condenado a sofrer e gozar em solidão. Sensações, sentimentos, concepções, fantasias – tudo isso são coisas privadas e, a não ser através de símbolos, e indiretamente, não podem ser transmitidas. Podemos acumular informações sobre experiência, mas nunca as próprias experiências. Da família à nação, cada grupo humano é uma sociedade de universos insulares.”