domingo, 21 de dezembro de 2008

Arnaldo Jabor : Obama e Mudança

Por Alessandra Oliveira




quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Poética

Postado por Alessandra Oliveira
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar
com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras deagradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
-Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira

Pseudo-intelectuais juvenis e acadêmicos pueris, há uma utilidade para vossos cérebros!




Por Alessandra Oliveira


Receita de Natal

Miolo á Vitelloni


Ingredientes:

(só não sei o miolo substituto vai ter um gosto estranho)
02 miolos de vitelo ( ou de pseudo-intelectuais juvenis e acadêmicos pueris)

01 colher de manteiga

01 dente de alho grande
Salsinha

Cebolinha

Sal

Pimenta do reino

Azeite

Preparo:

Lave bem os miolos com água. Coloque-os em uma panela com um litro de água. Deixe ferver por dez minutos e depois escorra o líquido. Em uma frigideira, frite o dente de alho com a manteiga. Coloque os dois miolos juntamente com uma pitada de pimenta do reino, sal, salsinha e cebolinha. Deixe tudo ferver por dois minutos então, regue com azeite e sirva com arroz e farofa.
Dica: Combina com um bom Shiraz Australiano
E boas Festas!



Animal político-social




Por Alessandra Oliveira

Senhoras e senhores, aqui vos fala alguém com problema de fobia social. Percebi que, por conta disso, me vejo envolvida com pessoas com o mesmo problema. Somos socias (ou anti-sociais) na nossa rodinha babaca.
É claro que, essa aversão pelo modelo ideológico e pragmático adotados pela maioria das pessoas desta sociedade, contribuem e muito pra isso. Mas existe também aqueles que se julgam intelectualmente superiores aos outros.
São infinitos os preconceitos, a banalização da inteligência, da sexualidade, da razão e dos sentimentos alheios que minam a sociedade, que fazem com que julguemos precipitadamente “ a massa” .
O problema é que, dentre essas pessoas fantásticas que conheço que possuem uma ótima formação cultural, senso crítico afiado e inteligência, podem apresentar um ego enorme, e são preconceituosos, vaidosos e demasiado orgulhosos, a ponto de se tornarem vulgares e alienados.
Lhes apresento os senhores da verdade. Esses enchem mais o meu saco que qualquer funkeiro desbocado. Ao contrário do que dizem essas pessoas, não são tão capazes assim de abrirem suas mentes para a realidade humana, pois interpretam o mundo somente à sua maneira, sem perceber que a adversidade e a diversidade preencheriam (e muito) aquilo que lhes faltam em conteúdo.
Se vocês são tão bons em questionar as verdade estabelecidas, por que diabos se tornam tão autoritários e se acham tão auto-suficientes? E o livre pensamento de que vocês tanto defendem?
Cada ser humano tem uma experiência de vida diferente, isso é uma fonte inesgotável de conhecimento, até a pessoa que vocês julgarem ignorante, terá algo a lhes ensinar. Mas, essa didática chata de vocês, essas teorias e livros vomitados sem serem digeridos, guardem para aqueles a quem vocês chamam de “pessoas com baixo nível intelectual”, elas não entenderão que vocês mal sabem do que estão falando, que vocês são meros ensaiantes, tagarelas pouco virtuosos, e por fim, concordarão com vocês.
Sejam mais fidedignos da verdade, não sejam fanáticos presos á esclerose de seus conceitos, o humanismo de vocês está intoxicado, de nada lhes adiantou ler Voltaire, Pessoa, Dostoiévski, vocês estão queimando livros, estão repetindo maquinalmente a teoria que os seus mestres e mentores lhes ensinam. Vocês, Senhoras e Senhores pseu-intelectuais de botequim, estão falando mais do que deviam.
Não me venham com essa porra de jeito mecanicista de cerebralizar a arte, as pessoas e a vida, isso empobrece de tal forma vossas existências e diminuem o leque de opções de novas experiências, que é de causar pena. Vocês não precisam ser receptivos, só não sejam prepotentes e autoritários.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Tédio intelectual-humorístico

Por Alessandra Oliveira


Desesperada com a falta de criatividade e simpatia típicos dos dos brasilienses....





Cadê os Leboswskis desta cidade?






Espírito hedonista contra-natal

Postado Por Alessandra Oliveira

Sou meu juíz mais austero, não tenhas medo. De minha escuridão observo os olhos claros que acompanham a rota vacilante de qualquer coisa que brilhe baçamente, trafegando entre os monolitos dessa cidade, no entanto, eles não me servem de guia.
Caminhando por Brasília, não há nada de muito esperançoso, somente uma obcessão natalina, luzes coloridas piscantes , elétricas e obsoletas que poluem as luz das estrelas, pessoas de rostos rijos e sacolas nas mãos. Só vale mesmo a euforia das crianças...
Aproveitemos que os espumantes estão em promoção, vamos beber até cerrar as pálpebras desse mundo, mas faremos isso entre amigos, não entre família. Não queremos a típica hipocrisia cristã.

FRASE DA SEMANA

por Alessandra Oliveira
Não se pode ser niilista meio expediente.

Albert camus - Francês de origem argelina - (1913-1960) - Escritor ativista, filósofo existencialista. prêmio Nobel