quinta-feira, 31 de julho de 2008

Obrigada

Por Paula Mattäus


Agora é sério, a teacher Mattäus vai te ensinar a pelo menos, se te xingarem ao redor do globo, tu dizeres obrigado.

Se o palavrão, (isso em homenagem a Dercy Gonçalves, graças a ela, tenho DRT e não tirei carteirinha de perdida. Já deixa saudades @!#$% ) vier da:

Itália – Grazie
Alemanha – Danke
Em todos os países de língua árabe – Chucram
França – Merci
Grécia – Efkaristó poli
Israel – Toda rabá
Holanda – Danku
Hungria – Késsenem sepa
Japão – Arigatô
Rússia – Spassiba
Polônia – Djinkuie
Espanha – Gracias
Korééééia – Gam sa rabnida
Romênia – Multz mesc
Todos os países de língua inglesa – Thank you
Todos os países de língua portuguesa - Obrigado

Se vocês saberem alguma outra forma de dizer...obrigada, envie para a gente... Não temos preconceito, principalmente contra bi. Se o Brasil é penta...
Lembre - te: " Não existe gente pobre.Existem só pessoas ricas. As que se dizem pobres são ricas. De problemas..."

Diz esta que vos escreve.

Eu tenho tanto pra lhe falar...



Mas com palavras, não dizer...
(Como é grande, o meu amor, por você).
Dedico este, àquele que carrego não só em minha memória, como também, lá no fundo do meu coração.

Por Paula Mattäus

A França é um país maravilhoso... Se tu estás bem acompanhado.
Se tu estás querendo viajar e estás sozinho, sem o amor da tua vida, vá a Franca. É, aquela cidade do interior de São Paulo, ali, quase na divisa com as “Berlândia” e as “Beraba”, lá no sul tchê, das Gerais,(a cidade dos calçados)... (Jai perdu dès les excusers...uma hora, o meu francês melhora!Vou lá mais três vezes,espero que bem acompanhada,de preferência), mas como dizia o meu querido amigo Nelson...
“Mas tudo passa, tudo passará...e nada fica, nada ficará... só se encontra a felicidade, quando se entrega o coração...”

Vamos parar de falar de coisas do “Cantinho do coração” e vamos nos “inspirar” nos “ensinamentos” da mana aqui...

A teacher Paula Mattäus vai te "ensinar" a falar inglês de uma forma única, diferente.
Não estou criando um curso, afinal, seria um fracasso total...
Vejam o que os senhores, prezados, estimados...leitores podem, ou não, aprenderem ou apreenderem de meus ensinamentos...

Beach: efeminado. “ Aquele rapaz é meio beach”.
Can´t: oposto de frio. “ O bom chimarrão é servido sempre can´t”.
Morning; nem can´t nem frio, “morning”.
Cheese: penúltima letra do alfabeto. “Xuxa se escreve com cheese”.
Cream: roubar, matar, etc... Tudo que estiver previsto no Código Penal... “Ela cometeu um cream”.
Date: é quando a tu queres fazer algo, está doente, aí a tua mãe ou o teu manager diz: “Date aí!”
Dick: expressão muito usada na música brega. “ Dick vale o céu azul...”
Eye: interjeição de dor. “ Eye minha cabeça!” Se bem, que com os saltos 15 aos quais tenho usado, a expressão tem sido outra... “Eye minha coluna!”
Fail: oposto de bonito: “ Não faça isso guria! Isso é muito fail!”
River: pior que feio... “Isso é river!”
Feel: barbante. “ Me dá um pedaço desse feel”.
French: dianteira. Quando tu estás com uma pressa tamanha e, de repente, aparece uma carroça: “Sai da french!”
Hello: expressão muito utilizada no nordeste do país. Observe: se alguém esbarrar em ti, nessa região, tu com certeza, vais ouvir alguma pessoa a dizer: “Ela hello em mim”.
Ice: expressão de desejo. “Ice ele gostasse de mim o tanto quanto gosto dele...”
May go: pessoa boa, dócil. “ Fulano é tão may go!”
Say you: mamilo. “ Em geral, temos um say you menor que o outro.”
The smiths: mandar embora.
Eu falei, fui processada...( bela novidade...), a polícia “me chamou” para depor, então, recebi o recado: “O patrão the smiths quem atrapalha”.
Too much: usado na salada. “ Tempera esse too much pra mim”.
Vase: quando eu ia jogar volley em Pinheiros, sempre me chamavam para o serviço. “Mattäus, é a sua vase”.
Year: É o momento mais triste na vida da gente... “Eu pedi para ele ficar, eu pedi, mas ele teve de year...”
Yellow: na compania dela. “ Eu e yellow”.
You: expressão de curiosidade. “ Alessandra, tudo bem ? You senhor Vaine, como vai?”

Depois, teremos uma versão em alemão, em espanhol e em francês, é claro.
Merci.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

with love, from Johnny Cash to you


Açougue do Blues

Por Cráudio Lott

Estamos agora na costa oeste dos Estados Unidos, onde o blues texano se encontrou com o jazz de São Francisco, produzindo um dos estilos mais chiques e sofisticados de música: o West Coast Blues.
Um dos mais conhecidos expoentes deste estilo musical foi o guitarrista T- Bone Walker. Empunhando sua guitarra semi-acústica em um ângulo reto em relação ao seu corpo, parecia desajeitado; mas quando tocava, dissipava qualquer idéia deste tipo. Usando o padrão blues com um approach jazzístico, T-Bone toca de maneira única: seus solos são obtusos, repleto de double notes e paradas rítmicas inusitadas. Seu forte eram os acordes: com maestria o guitarrista os introduzia entre as frases de sua guitarra e do vocal.
No vídeo, T-Bone Walker toca a música SHE’S MY OLD TIME USED TO BE acompanhado de uma banda clássica de jazz, que inclui o trompetista Dizzy Gillespie. O ponto alto da música, que melhor reflete a mescla do blues com o jazz, passa na marca dos 2 minutos e 10 segundos: enquanto o trompetista habilmente executa um solo apenas com o bocal de seu instrumento, T-Bone o acompanha suavemente, seu timing contrapondo deliciosamente o ritmo do resto da banda.

Nota: O T-Bone é um tipo de corte de carne bovina. Ele consiste em um osso em formato de "T" com carne dos dois lados. O lado maior é de contra filé, e o lado menor é filé mignon. Devido ao seu tamanho e à qualidade dos cortes que ele contém, o T-Bone é considerado um dos melhores cortes do boi.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Filme " A mosca" vira ópera em Paris

Por Alessandra Oliveira



Já que é para ser infeliz, que sejamos infelizes em Paris...
O clássico cinematográfico do terror trash (desculpem, CULT) foi parar nos palcos parisienses na forma de ópera. Você se lembra da estória do filme, que passava na sessão da tarde, enquanto você se empanturrava de brigadeiro de panela? A comovente estória de um cientista que testa sua invenção - um teletransportador - sem perceber que uma mosca entrou no aparelho no momento da experiência. Deste momento em diante ele sofre uma metamorfose, ganhando aspectos de uma mosca gigante.
O filme de Cronenberg , estrelado por Jeff Goldblum, foi inspirado em A Mosca da Cabeça Branca, um clássico do cinema de terror, filmado em 1958 com Vincent Price e que, por sua vez, foi baseado em um conto escrito pelo britânico George Langelaan.
A mostra mundial foi realizada no último dia 2, em Paris, e será apresentado em Los Angeles em setembro.
O diretor da ópera é o mesmo do segundo filme, David Cronenberg, e tem a música composta pelo criador da partitura do filme, Howard Shore.
“É uma estória de amor e de morte, amor que sobrevive apesar da decadência física e leva ao sacrifício final”, disse Shore.

domingo, 13 de julho de 2008

que Elvis o caralho!

Por Cráudio Lott

Continuando pelas ruas de Chicago, encontramos Buddy Guy e Big Mamma Thornton. O guitarrista Buddy Guy é natural de Louisiana, mas se afirmou como um dos maiores músicos de Chicago, ajudando a estabelecer o west Chicago blues sound, conjuntamente com Otis Rush e Magic Sam. Big Mamma estava na cidade apenas para uma visita: seu estilo vocal foi formado no Texas, marcado por uma apresentação forte e assertiva. A mescla destes dois estilos ( a sutileza de Guy e a agressividade de Mamma Thornton) no clássico “HOUND DOG” é fantástica: exemplo mor é o solo de guitarra, apeggiado e cheio de bends, marcado também pelos gritos encorajadores de Big Mamma.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Blue Friday: Otis Rush

Por Cráudio Lott

Nascido no estado de Mississipi no ano de 1934, Otis Rush mudou-se para Chicago ainda jovem, onde adotou a guitarra elétrica. Similarmente à Albert King e Buddy Guy, seu estilo exalava bends e arpeggios, com linhas melódicas intercaladas de acordes jazzísticos. Canhoto, Otis tocava de maneira inusitada, apenas virando uma guitarra destra para o outro lado, sem inverter as cordas. Com seu estilo suave a cativante, teve enorme influência nos guitarristas britânicos dos anos 60, como Eric Clapton e Peter Green.
No vídeo apresentado, temos a música “I CAN’T QUIT YOU BABY”, que foi posteriormente gravada pelo grupo Led Zeppelin. Nesta versão original, temos o melhor de Otis Rush: Sua voz expressiva, suave porém marcante, estabelece o ambiente; o ritmo sutil, com acordes meramente acariciados pela palheta; solos agudos e melódicos, ricamente expressivos. De menção especial, começando aproximadamente na marca dos 3 minutos, é uma serie de arpeggios executados por Rush, que remetem as cadências melódicas do piano, com as notas sobrepujando umas as outras.