Por Cráudio Lott

O gênio de Frank Zappa é de difícil compreensão. Tempestuoso e suave, morbidamente engraçado e acidamente satírico; incomoda muita gente, mas também agrada malucos por toda a galáxia.
Artista prolífico (fez filmes, animações, músicas), Zappa é mais conhecido por suas habilidades como guitarrista. Alem de rápidos, os solos de guitarra de Zappa (que ele próprio descreveu como “esculturas de ar”) eram anormais, extensos e densos, alternativos ao extremo; mas ao mesmo tempo não perdiam a fúria e urgência do rock ‘n roll, muitas vezes valendo-se de timbres sujos banhados com um wah-wah gritante para acentuar uma linha melódica específica. A música WILLIE THE PIMP (willie o cafetão), oriunda do CD Hot Rats, é um ótimo exemplo da habilidade de Zappa como improvisador na guitarra.
Ademais de exímio solista, Zappa era também compositor de primeira ordem: suas músicas, assim como seus solos, são cheias que variações rítmicas e linhas melódicas bizarras, que por muitas vezes fazem o cérebro entortar. Ao escutar algumas de suas composições, talvez alguém já se tenha perguntado: “por acaso não seria esse o som da flatulência mental conjunta de um manicômio inteiro?”. Mas, ao mesmo tempo em que criava canções extremamente densas e complexas (incluindo até mesmo musicas clássicas), Zappa também era admirador do jazz e do blues, e sabia prezar as suaves paradas rítmicas e melódicas destes etilos musicais. Assim, contrabalanceava a tensão provocada pelas passagens mais pesadas com melodias tranquilas e grooves lentos. A música PENGUIN IN BONDAGE (do álbum ao vivo Roxy & Elsewhere) é exemplo perfeito da melhor mistura da loucura zappaesca: tensão da música clássica, progressão blues, metais jazzísticos, riffs do rock n roll e um solo de guitarra espacial, tudo regado com uma letra debochada e escrachada sobre pingüins e sado-masoquismo.
Seria impossível apresentar todas as facetas musicais de Frank Zappa; por isso, me resta apenas recomendar uma extensa excursão pelo fantástico catálogo deste músico ímpar. Diversão garantida.
Ademais de exímio solista, Zappa era também compositor de primeira ordem: suas músicas, assim como seus solos, são cheias que variações rítmicas e linhas melódicas bizarras, que por muitas vezes fazem o cérebro entortar. Ao escutar algumas de suas composições, talvez alguém já se tenha perguntado: “por acaso não seria esse o som da flatulência mental conjunta de um manicômio inteiro?”. Mas, ao mesmo tempo em que criava canções extremamente densas e complexas (incluindo até mesmo musicas clássicas), Zappa também era admirador do jazz e do blues, e sabia prezar as suaves paradas rítmicas e melódicas destes etilos musicais. Assim, contrabalanceava a tensão provocada pelas passagens mais pesadas com melodias tranquilas e grooves lentos. A música PENGUIN IN BONDAGE (do álbum ao vivo Roxy & Elsewhere) é exemplo perfeito da melhor mistura da loucura zappaesca: tensão da música clássica, progressão blues, metais jazzísticos, riffs do rock n roll e um solo de guitarra espacial, tudo regado com uma letra debochada e escrachada sobre pingüins e sado-masoquismo.
Seria impossível apresentar todas as facetas musicais de Frank Zappa; por isso, me resta apenas recomendar uma extensa excursão pelo fantástico catálogo deste músico ímpar. Diversão garantida.
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