domingo, 31 de agosto de 2008

Política e seu lado bizarro




Eleição adere a moda de homens e mulheres comestíveis

Por Paula Mattäus

Quem não já ouviu falar na “Mulher – Melancia”, “Moranguinho” - adoro morango, não há fruto melhor! -, “Maçã”, “Jaca”, “Melão”, “Trepadeira do Funk”, “Banana” – essa, jogador de futebol conhece bem – “Filé” ? Pois é, essa moda que aparentemente surgiu para o grande público recentemente, já está na praça a algum tempo e onde menos se esperava que estivesse. Na política.

No ano 2000, podia – se ver a cidade de Ribeirão Preto inteira desenhada por Baleias azuis por todos os lados, perguntava em ocasião de um trabalho, aos moradores da cidade, do que se tratavam os desenhos. Aquilo era a campanha à prefeitura. Quem é Baleia? Não sei, não pude vê – lo, não pude saber se o nome correspondia à verdadeira identidade do “homenzinho azul” - aquela gracinha dos q - tips que existe para adular criança, gente grande também, tá...

Pais e mães fazem tantos planos, escolher os nomes dos filhos e principalmente, ser chamado por ele, é marcar, decretar o destino de um ser enquanto viver.Esse processo envolve uma magia, os anjos falam para os pais qual deve ser o verdadeiro nome da criança, tudo muito lindo.

O que leva a alguém querer se chamado de “Baleia”, “Toinho da Padaria”, “Zé da Farmácia”, “Pedro do Ovo”, “Repolho” ou o pior que vi até agora: “Lingüiça”? Assim, como nos cartórios de nota, é vedado o batismo de crianças com nomes que lhes trarão constrangimento, deveria haver uma lei que regulasse a prática de tal absurdo, afinal de contas, o que se esperar de um país governado por uma “lingüiça”? - Não dá para imaginar.

P.S.:sem preconceito, tá. Não tenho nenhum, gosto de lingüiça, pode ser calabresa, toscana... Mas só serve se for no churrasco, preferencialmente.

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